Como representante legal do comércio de bens e serviços de Gravataí e Glorinha, o Sindilojas está recomendando às empresas do setor que funcionem normalmente na sexta-feira, 28 de abril. Para a data, os sindicatos de trabalhadores e centrais sindicais estão convocando uma greve geral, em todo o Brasil.
Em nota publicada no site do Sindilojas, a justificativa é de que fechar as portas significa aumentar ainda mais os prejuízos de um setor que sofre com a queda nas vendas desde o final de 2014. A diretoria da entidade reforça ainda que especialmente neste mês de abril, com três feriadões bancados pelas empresas, a paralisação iria aumentar as perdas.
“O Sindilojas entende como justa a indignação com a reforma previdenciária proposta pelo Governo Federal, que afeta especialmente os trabalhadores. No entanto, as possibilidades de fazer as necessárias adequações são maiores através do diálogo com aqueles que foram eleitos para representar toda a sociedade. Paralisação só traz mais prejuízo financeiro para as empresas, insegurança, retração do mercado e a consequente perda de mais postos de trabalho, ampliando as dificuldades para as famílias”, destaca a nota da entidade.
Alinhado com a Fecomércio
O posicionamento do Sindilojas está alinhado com o da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS), que é contrária à greve geral anunciada para esta sexta-feira. Através de nota distribuída nesta quarta-feira, 26 de abril, a entidade orientou os sindicatos filiados sobre a questão. Como representante destes setores no estado, a Fecomércio-RS, orienta a todos os sindicatos empresariais de sua base a abertura dos estabelecimentos.
“A Federação entende que as reformas previdenciária e trabalhista, mesmo não sendo as ideais, representam avanços ao desenvolvimento do País e manutenção dos empregos. O andamento dos negócios e de toda a economia do país não podem ser afetados por um grupo que discorda de reformas tão necessárias aos brasileiros. O direito à greve é previsto na Constituição, mas saliento que aqueles que manterão suas rotinas de trabalho não podem ser forçados a parar”, afirma o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn. A entidade sinaliza aos empresários para que mantenham as portas fechadas em casos de manifestações que possam ser violentas, já que a segurança de clientes e funcionários é prioridade.
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