Multi-função: com isso quero dizer que todos os pequenos e microempresários, inclusive os operários de qualquer empresa, também são empresários de si mesmos.
O fato em que quero focar é na forma como a maioria desses pequenos e microempresários deveriam se comportar, ou qual a melhor disposição para interagir com o mercado.
O que é o mercado em uma visão compacta? Para mim, é razão para quem vende e emoção para quem compra. Partindo desse princípio, todos nós somos razão e emoção; tudo depende do papel que exercemos no momento, ou seja, ora somos vendedores, ora compradores.
No papel de comprador, não admitimos falhas no produto quando este nos é vendido como sendo de qualidade e perfeito para o uso.
No papel de vendedor, devemos nos posicionar eticamente com o máximo do nosso profissionalismo, esclarecendo de forma consciente todas as vantagens e desvantagens do nosso produto, compatíveis com o custo-benefício.
Até aí, tudo bem com relação à nossa visão e ação de mercado!
Mas o principal foco que desejo dar ao meu parecer é o fato de que, enquanto micro e pequenos empresários, os nossos papéis vão muito além da razão e da emoção a que me referi antes. Até porque, entre esses espaços, existe um mundo de papéis que também temos de representar e realizar bem, ou da melhor forma possível, mesmo não sendo a nossa legítima função.
Papéis como: contador, vendedor, comprador, economista, engenheiro, arquiteto, profissional de marketing, lobista, político, artista, ator, compositor, escritor, advogado, tributarista etc. Inclusive legislador de leis, com mil e uma regras a definir e, também, a ser definido por elas. Enfim, ser empresário e operário, ou operário e empresário, porque, a meu ver, somos os dois em papéis diferentes, mas de formas semelhantes.
Claro que, nesta confusão, muitas vezes ficamos desorientados por ter de desempenhar um papel que não é o nosso originalmente. Mas não podemos desistir; devemos insistir em realizar esses papéis alheios, mesmo sem dominá-los completamente, porque nem sempre podemos pagar ao profissional competente. O que nos compete, sobretudo, é lutar para sobreviver dignamente, sem mentir para a nossa própria consciência — ouvindo a sua voz que nos diz em silêncio o caminho certo em meio a tantas dúvidas. Dúvidas estas que até mesmo os mais experientes têm. Neste caso, quem somos nós para termos a obrigação de ter certezas, quando, na maioria das vezes, nem os estudiosos as têm?
Reflexão
Cada um deve buscar a excelência em sua função, mesmo sem muito estudo, e, no devido tempo, tudo será comprovado pelas certezas de sua própria experiência.
Experiência deve vir de experimentar, experimente estas minhas teses, pois você só terá experiência a somar.
Faça de suas experiências o caminho para o seu sucesso.
Itamar José de Oliveira, Vice-Presidente Finanças e Patrimônio Sindilojas Gravataí
