Segundo informações do Banco Central, na semana passada, em fevereiro, o estoque total de crédito do sistema financeiro nacional (incluindo recursos livres e direcionados) permaneceu estável em relação ao mês anterior e diminuiu de 3,5% frente ao mês de fevereiro de 2016, totalizando R$ 3,1 trilhões. Assim, como proporção do PIB, o montante total de crédito passou de 48,9% em janeiro para 48,7% em fevereiro. Na região Sul, para operações iguais ou superiores a R$ 1 mil, o estoque total de crédito ficou estável tanto em relação ao mês anterior, quanto frente ao mesmo mês de 2016, somando R$ 549,7 bilhões.
Mais operações de crédito
A média diária de concessões, para as operações de crédito com recursos livres, cresceu 2,6% entre janeiro e fevereiro, refletindo o aumento de 2,6% no crédito para pessoa física e também para pessoa jurídica. Relativamente ao mês de fevereiro de 2016, as concessões com recursos livres tiveram queda de 10,1%, enquanto no acumulado em 12 meses houve recuo de 6,2%. No mesmo período, houve decréscimo de 13,4% para as concessões à pessoa jurídica, enquanto que para pessoa física não houve alteração.
Juros mensais acima de 50%
A taxa média mensal de juros, para as operações de crédito com recursos livres, passou de 52,9% em janeiro para 53,2% em fevereiro. Para pessoa jurídica, a taxa continuou em 28,7%, e para pessoa física aumentou 0,5 p.p. e atingiu 73,2%. A inadimplência superior a 90 dias, também para as operações com recursos livres, passou de 5,7% para 5,6%. O percentual de recursos inadimplentes se alterou marginalmente para pessoa física (de 6,0% para 5,9%), e foi de 5,4% para 5,2% para pessoas jurídicas.
Restrições
As restrições no mercado de crédito continuam fortes. As concessões à pessoa física demonstram alguma melhora, mas ainda em nível muito baixo, com queda real nos últimos 12 meses. As taxas de juros ainda não refletiram de forma consistente a queda já observada na taxa Selic, o que, associado à situação financeira e de garantias de famílias e empresas, inibe uma retomada do crédito. Por outro lado, o fato de a inadimplência seguir em queda é um elemento positivo, considerando a conjuntura atual. (Fonte: Fecomércio-RS).
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