O comércio brasileiro deve movimentar R$ 14,47 bilhões no Dia das Mães de 2026, segundo projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O resultado representa crescimento de 1,5% em relação ao ano passado, mantendo a data como a segunda mais importante do varejo nacional, atrás apenas do Natal.
Apesar do avanço, o cenário ainda exige atenção do empresário. O aumento do endividamento das famílias, os juros elevados e o crédito mais caro seguem impactando diretamente o consumo, especialmente em setores que dependem de parcelamento e financiamento.
Vestuário e cosméticos seguem entre os destaques
Os segmentos ligados à moda, como vestuário, calçados e acessórios, além de perfumarias e cosméticos, devem concentrar a maior parte das vendas da data. Juntos, os setores têm previsão de faturamento de R$ 8,94 bilhões.
Por outro lado, segmentos de bens duráveis, como móveis, eletrodomésticos e informática, devem registrar retração nas vendas devido ao custo elevado do crédito.
Impacto direto para o comércio
O cenário reforça a necessidade de estratégias mais assertivas para atrair o consumidor. Promoções, condições facilitadas de pagamento, divulgação nas redes sociais e campanhas voltadas à experiência de compra ganham ainda mais importância neste período.
Outro ponto de atenção é o comportamento do consumidor, que tende a pesquisar mais preços e priorizar compras com melhor custo-benefício.
Endividamento exige cautela
Dados da CNC mostram que 80,4% das famílias brasileiras possuem dívidas a vencer, maior índice da série histórica iniciada em 2010. O percentual de contas em atraso também aumentou em comparação ao ano passado.
Para o Sindilojas Gravataí, acompanhar os dados econômicos é importante para que o empresário consiga planejar ações comerciais com mais segurança e identificar oportunidades mesmo em um cenário mais desafiador.
Fonte – CNC
