Inspiração para os empresários de sua época e para as gerações futuras, foi um dos grandes legados do empresário, advogado e ex-presidente do Sindilojas Gravataí (1994 – 1997), que serviu como presidente da Fecomércio-RS por três gestões.
Na opinião do presidente José Rosa, a maior contribuição dele para a entidade, cultivada com paixão ao longo de seus 27 anos de sindicalismo, foi a defesa do empreendedorismo. É fato. Durante sua gestão à frente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac-RS, em 2005/2006, Sabbadini acumulou ainda a presidência do Sebrae-RS, onde teve a oportunidade de ampliar sua ação nesta área.
Em 15 de janeiro de 2010, acometido por um câncer, o grande líder deixou este plano para se aperfeiçoar na eternidade. Nascido em Santa Maria, morou por 35 anos em Gravataí. Faleceu aos 61 anos. Para expor um pouco do pensamento de Sabbadini, o Sindilojas Gravataí compartilha o editorial da Revista Bens & Serviços da Fecomércio-RS, edição de agosto de 2006. A visão dele é tão atual que poderia ter sido escrita hoje. Acompanhe:
“Não podemos esperar que a educação – essencial para o desenvolvimento do Brasil – caia do céu. Ela pode e deve começar agora, inclusive dentro de casa, por meio dos pais e familiares. Cabe à família e, na medida do possível, à escola apresentar nossas crianças aos assuntos que fazem parte da vida, pois eles serão decisivos na hora de definir o nosso futuro como pessoas, sociedade e nação.
Devemos criar nossos jovens de modo empreendedor, impedindo que a próxima geração siga esperando que alguém, seja o governo, o pai ou o chefe, faça por ela. Nesse contexto, a educação financeira e tributária é fundamental para ajudar a desenvolver pessoas mais aptas ao planejamento de suas vidas e mais inteligentes economicamente.
Quanto antes aprendermos a diferença entre o querer e o precisar, entre o dever e o poder e entre o previsto e o surpreendente, mais prováveis as chances de nos tornarmos uma sociedade economicamente sustentável. Quem lida bem com o dinheiro consegue ter uma rotina mais saudável e evoluída, o que, por sua vez, contribui para uma economia estável e de oportunidades.
Da mesma forma, aqueles que sempre foram estimulados a pensar e a superar desafios tendem a ir além do que se espera. Nossa cultura não está acostumada ao fazer, e sim ao pedir e ao reclamar. Falta aprendermos a ter criatividade e capacidade de planejar e administrar nossas vidas, o que deve ser iniciado desde cedo se visamos ao sucesso financeiro, profissional, familiar ou emocional.
É preciso que trabalhemos em nossos jovens o senso de responsabilidade, para, a partir daí, colhermos uma postura empreendedora não apenas para abrir empresas, mas para aceitar desafios e fazer deles a melhor escolha. O Brasil precisa de cidadãos que tenham responsabilidade e habilidade para gerar e potencializar recursos, o que só se consegue com treino, força de vontade e, claro, incentivo. Chega de esperarmos por algo que nem sabemos o que é. Está na hora da atitude como diferencial”.
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