CNC questiona no STF a tributação de lucros e dividendos e alerta para impactos no empreendedor

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma ação que questiona pontos da Lei nº 15.270/2025, responsável por reintroduzir a tributação sobre a distribuição de lucros e dividendos no Imposto de Renda.

Segundo a CNC, a nova regra pode gerar insegurança jurídica e aumento de custos para empresas e empreendedores, especialmente nos setores de comércio, serviços e turismo (com impacto potencial também sobre pequenos e médios negócios, inclusive optantes pelo Simples Nacional).

O que está em discussão

A entidade contesta dispositivos da lei que:

  • criam exigências consideradas difíceis de cumprir pelas empresas;
  • impõem novas regras para a distribuição de lucros, que não dialogam bem com a realidade contábil e societária;
  • podem onerar o empreendedor, desestimulando investimentos e a geração de empregos.

A CNC reforça que reconhece a importância de políticas de redução das desigualdades, como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, mas alerta que isso não deve ocorrer à custa de mais burocracia e insegurança para quem empreende.

Atenção: não há mudança imediata

É importante destacar que não há alteração prática neste momento para as empresas.

A questão está em debate no STF, e a ação busca justamente esclarecer e corrigir pontos da lei que podem gerar dúvidas e dificuldades no futuro.

Ou seja, nada muda agora, mas o tema merece atenção e acompanhamento, especialmente para empresários que:

  • distribuem lucros regularmente;
  • planejam investimentos;
  • estão organizando seu planejamento tributário para os próximos anos.

Impacto para pequenos e médios negócios

Durante a tramitação da proposta no Congresso, a CNC já havia alertado para os possíveis reflexos sobre micro, pequenas e médias empresas, que são fundamentais para a geração de emprego e renda no País. Segundo a entidade, regras pouco claras podem dificultar o planejamento financeiro e aumentar a carga administrativa dos negócios.

O Sindilojas Gravataí acompanha o tema junto às entidades representativas do comércio e manterá seus associados informados sobre qualquer avanço ou decisão que possa impactar o dia a dia das empresas.

Fonte – CNC

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