A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) participou de audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais para debater alternativas à escala de trabalho 6×1 e propostas de redução da jornada de trabalho em discussão no Congresso Nacional.
Durante o encontro, a CNC reforçou que é favorável à redução da jornada, desde que essa mudança ocorra por meio da negociação coletiva, respeitando a realidade de cada setor e região. Para a entidade, o diálogo entre empresas e sindicatos é o caminho mais seguro para equilibrar os direitos dos trabalhadores e a sustentabilidade dos negócios.
O advogado da CNC, Roberto Lopes, destacou que o comércio é um setor altamente diversificado, que inclui desde lojas físicas e supermercados até serviços especializados, logística e operações digitais. Por isso, regras únicas impostas por lei podem gerar dificuldades operacionais e aumento de custos, especialmente para pequenas e médias empresas.
A Confederação lembrou ainda que a Constituição estabelece o limite máximo de 44 horas semanais, mas permite a redução da jornada por meio de acordos coletivos (prática já consolidada no Brasil). Atualmente, a jornada média nacional é de cerca de 39 horas semanais, resultado direto dessas negociações.
Para a CNC, qualquer avanço na organização do trabalho deve ser construído com flexibilidade, segurança jurídica e diálogo social, garantindo relações de trabalho equilibradas e condições adequadas para o desenvolvimento do comércio e dos serviços.
Fonte – CNC
