Depois de um Dia das Crianças com resultados expressivos em 2024 — impulsionado pela reconstrução pós-cheias — o cenário deste ano é um pouco mais contido. A Fecomércio-RS projeta que as vendas de presentes fiquem levemente abaixo das registradas no mesmo período do ano passado.
Mesmo com um mercado de trabalho aquecido, taxa de desemprego em mínima histórica (4,3%) e massa salarial 3,7% maior, o consumo tende a ser mais cauteloso. Os principais fatores que explicam essa desaceleração são os juros mais altos (15% ao ano, frente a 10,5% em 2024), o crédito mais restrito e o maior endividamento das famílias.
Além disso, o Índice de Confiança do Consumidor (ICF-RS) mostra essa postura mais prudente: caiu para 50,8 pontos em agosto, ante 59,2 pontos no mesmo mês do ano anterior. Outro ponto importante é a ausência dos recursos emergenciais que circularam em 2024, durante o período de reconstrução, e que haviam impulsionado fortemente o consumo naquele momento.
Segundo o presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP, Luiz Carlos Bohn, mesmo com um ritmo mais moderado, o Dia das Crianças deve movimentar o varejo. “Os brinquedos continuam sendo os campeões de procura, mas outros itens presenteáveis também devem ter boa saída”, destaca.
Bohn reforça que, neste ano, as vendas não virão sem esforço: “Com o consumidor mais cauteloso, é essencial investir em estratégias bem direcionadas, comunicação clara e condições de pagamento atrativas — sempre dentro da realidade de cada negócio”.
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