O Rio Grande do Sul conta hoje com mais de 51 mil trabalhadores migrantes internacionais empregados formalmente, segundo dados do Caged de julho de 2025. O número representa um crescimento de 20% em relação a todo o ano anterior, impulsionado pela escassez de mão de obra local e pelo envelhecimento da população gaúcha.
A indústria é o setor que mais absorve esses profissionais, concentrando 51% dos vínculos, com destaque para o segmento de abate e processamento de carnes. Serviços, comércio, agropecuária e construção também aparecem entre os principais setores de contratação.
O perfil predominante é de jovens homens entre 18 e 49 anos, vindos principalmente da Venezuela, Haiti e Argentina. Além disso, os dados mostram que a presença de migrantes tem se interiorizado, com maior concentração em polos industriais como Caxias do Sul, Passo Fundo e Erechim, onde a demanda por trabalhadores é maior.
A formalização também tem avançado em setores como a colheita da uva, após o reforço da fiscalização trabalhista. Esse movimento contribui não apenas para suprir a falta de mão de obra, mas também para oferecer novas oportunidades de emprego e integração social aos migrantes que chegam ao Estado.
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Fonte – Jornal do Comércio
