O setor de serviços encerrou 2025 com crescimento de 3,5%, segundo projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Para 2026, a expectativa é de uma expansão mais moderada, de 1,7%, ainda sustentada por fundamentos sólidos da economia.
As estimativas foram divulgadas após os dados de outubro da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do IBGE, que apontaram alta de 0,3% no mês (o nono avanço consecutivo do indicador). Com esse resultado, o volume de serviços no Brasil passou a operar 20,1% acima do nível pré-pandemia, reforçando o protagonismo do setor na recuperação econômica.
De acordo com a CNC, o bom desempenho está diretamente ligado ao mercado de trabalho aquecido, com taxa de desocupação em 5,6%, a menor da série histórica, e à renda das famílias em crescimento, fatores que impulsionam a demanda por serviços.
Transportes e tecnologia lideram a expansão
Entre os segmentos com melhor desempenho, destacam-se os transportes, que cresceram 1% em outubro, impulsionados principalmente pelo transporte aéreo, com alta mensal de 4,3% e avanço de 21,1% em 12 meses. A logística também segue aquecida, estimulada pelo crescimento do comércio eletrônico.
Os serviços de informação e comunicação também apresentaram resultado positivo, com crescimento de 0,3% no mês e 5,5% no acumulado de 12 meses, liderando entre os grandes grupos da pesquisa. Já os serviços prestados às famílias avançaram de forma mais moderada, refletindo um consumo ainda cauteloso.
Para a CNC, mesmo com a expectativa de desaceleração em 2026, o setor de serviços deve seguir como um dos principais motores da economia brasileira, apoiado na elevada ocupação, no aumento da renda e na maior circulação de pessoas e atividades nas cidades.
Fonte – CNC
