A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) manifestou preocupação com a proposta de taxação de dividendos em análise no Congresso Nacional. Para a entidade, a medida representa risco de bitributação, já que os lucros empresariais já são onerados em 34% antes da distribuição, e pode prejudicar a competitividade, especialmente de pequenos e médios empresários.
Segundo o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, a iniciativa é paliativa e não enfrenta as causas reais do desequilíbrio fiscal. Ele defende mudanças estruturais, em especial a reforma administrativa, como forma de modernizar o Estado, garantir eficiência na gestão pública e preservar recursos para áreas essenciais.
A CNC alerta que, sem reformas, a dívida pública — hoje em 77,8% do PIB — pode chegar a 100% até 2033. Para o economista-chefe da entidade, Fabio Bentes, insistir em medidas de arrecadação pontuais amplia o risco de comprometer investimentos e enfraquecer a economia.
A Confederação reafirma sua disposição em colaborar com propostas que conciliem justiça fiscal, competitividade e sustentabilidade das contas públicas, defendendo que Executivo e Legislativo priorizem soluções consistentes para o país.
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