Alimentos ficaram mais baratos para famílias de menor renda no RS em 2025

Um indicador divulgado pela Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul mostrou que o preço médio dos alimentos caiu em 2025 para a maioria das famílias, com redução mais intensa justamente entre os domicílios de menor renda. O levantamento utiliza o Índice de Inflação da Cesta de Alimentos por Faixa de Renda (ICA-RE), calculado a partir das notas fiscais do varejo e com base nos hábitos de consumo apontados pela Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF/IBGE).

O estudo revela que famílias com renda de até dois salários-mínimos tiveram redução de 2,12% no custo da alimentação. Entre aquelas com renda de dois a três salários-mínimos, a queda foi de 1,84%, enquanto os grupos de três a seis salários e de seis a dez salários também registraram redução, de 1,23% e 0,32%, respectivamente. A única faixa que apresentou aumento foi a de dez a 15 salários-mínimos, com acréscimo de 0,71%.

Itens básicos puxaram a queda

A redução no custo da cesta foi influenciada principalmente pela queda nos preços de alimentos essenciais, que têm maior peso no consumo das famílias de menor renda. O arroz branco foi o principal responsável pela deflação, seguido por leite integral, feijão preto e coxa de frango.

Por outro lado, alguns produtos registraram aumento de preço e pressionaram o índice em todas as faixas de renda. O café moído foi o item com maior impacto inflacionário, além de produtos como chocolate, mamão, refrigerante e banana, que têm maior participação no consumo de famílias de renda intermediária e mais alta.

Impacto diferente conforme a renda

O levantamento reforça que a inflação não afeta todos os consumidores da mesma forma. Famílias de menor renda destinam parcela maior do orçamento a alimentos básicos, justamente os que ficaram mais baratos. Já os grupos de maior renda consomem mais itens que tiveram alta, o que explica a diferença nos resultados.

Diferenças regionais

O estudo também apontou variações por região do Estado. A região Norte apresentou a maior queda no preço médio dos alimentos, com recuo superior a 5% entre as famílias de menor renda. Já a região do Celeiro registrou as maiores altas em algumas faixas, especialmente entre os domicílios com renda de dez a 15 salários-mínimos.

O que o indicador mostra

Segundo a Receita Estadual, o ICA-RE permite uma leitura mais precisa do custo real da alimentação, ao considerar que cada faixa de renda possui um padrão de consumo diferente. Com isso, o índice contribui para análises mais detalhadas sobre o comportamento dos preços e pode auxiliar na formulação de políticas públicas e no planejamento do setor varejista.

Para o comércio, os dados indicam que a queda nos preços de itens básicos pode favorecer o giro desses produtos e aliviar o orçamento das famílias de menor renda, enquanto o aumento de itens específicos, como o café, exige atenção quanto ao comportamento de consumo e possíveis substituições por marcas ou produtos alternativos.

Fonte – Fecomércio/RS

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