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Cartilha infantil vai conscientizar sobre prejuízos da pirataria

A Fecomércio-RS, em parceria com o Governo do Estado e o Procon-RS, lança nesta quinta-feira, 10 de julho, às 8h, uma importante ação em todo o Rio Grande do Sul, que visa combater a informalidade e o comércio de produtos piratas. Dessa vez, a iniciativa desenvolvida pela Fecomércio-RS terá foco no público infantil com a distribuição da cartilha “Comércio informal: que bicho é esse?”. O lançamento acontece com a presença do governador José Ivo Sartori, da secretária de Desenvolvimento Social, Trabalho, Justiça e Direitos Humanos, Maria Helena Sartori e do presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn. O presidente do Sindilojas Gravataí, José Rosa, representará a entidade no evento.

 

“Proconito”

Na cartilha, o personagem “Proconito” entra em ação e, com o auxílio de desenhos e diálogos de fácil entendimento, explica o que é pirataria, quais produtos do mercado infantil são mais visados, por que não se deve comprá-los, além de mostrar os prejuízos que o consumo acarreta para o bolso das pessoas. Também esclarece que produto pirata não dura muito e ainda pode provocar acidentes.
Parcerias com o poder público estadual e os municípios vão possibilitar a distribuição da cartilha em toda a rede de ensino gaúcha, incluindo escolas particulares. A ideia é atingir o maior número de crianças em idade escolar, especialmente as do Ensino Fundamental.

“As crianças são a porta de entrada da família. Elas dominam, captam e processam a informação de forma mais rápida, portanto, são os agentes responsáveis por levar informação e conscientização para dentro de casa”, afirma o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn.

 

16% do PIB

“A informalidade representa 16% do PIB brasileiro, ou R$ 900 bilhões por ano”, diz Bohn, dimensionando que a pirataria e o contrabando são a segunda maior economia do planeta, perdendo até mesmo para a China. Segundo ele, o consumidor representa o final de uma conta que é paga por diversos segmentos da economia nacional, a exemplo do fumageiro, óptico, automobilístico, brinquedos, propriedade intelectual, agrícola, entre tantos outros.

 

Impacto de 40% sobre comércio formal

O mercado de produtos ilegais que é acessado por crianças e adolescentes – roupas, calçados, games, CDs e DVDs, por exemplo, representam 40% do universo de artigos desses segmentos que é comercializado atualmente no Brasil, incluindo o mercado virtual.

“Queremos que as crianças se tornem cada vez mais multiplicadores da informação, dizendo aos pais, amigos e parentes que o mercado da pirataria e da informalidade gera prejuízos a toda uma cadeia econômica, além de provocar danos sociais e de saúde e, mais grave ainda, financiar a prática do tráfico e estimular a violência”, pontua o presidente da Comissão de Combate à Informalidade da Fecomércio-RS, André Roncatto.

 

Menos empregos

O presidente do Sindilojas Gravataí, José Rosa, acrescenta que toda a sociedade perde com a pirataria. “O comércio sofre com a queda nas vendas e isso se reflete na sociedade. Imagine que sem a pirataria teríamos mais recursos circulando de forma legal, evitando o fechamento de muitas empresas do setor, gerando mais empregos e renda, algo que faz falta em muitos lares hoje. Claro, esta não é a única causa, mas seu peso é enorme no agravamento dos problemas do setor”, reforça.

 

SERVIÇO
O que: Lançamento da Cartilha ‘Comércio Informal: que bicho é esse?’
Quando: Dia 10 de agosto
Horário: 8h00
Onde: Restaurante Solarium (avenida Alberto Bins, 665 – 15º andar)

Fonte: Fecomércio-RS